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“Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido!”
Eça de Queiroz, 1872
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
Guerra Junqueiro, 1886
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Em contrapartida, aumentaram os transportes (bilhetes e passes sociais), eliminaram e encurtaram carreiras - já o tinham feito há tempos -, os tempos de espera são sempre superiores aos mencionados nas paragens, a maior parte dos motoristas não tem qualificação no tratamento com o público, as viaturas, apesar de novas, conseguem ser piores que os velhos laranjas, condução péssima (travagens e arranques bruscos), carreiras sobrelotadas pelos "ajustamentos" efectuados nas mesmas, etc., etc.. A sorte deles é não existir uma outra empresa de transportes em Lisboa em concorrência com a Carris...
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