Seja bem-vindo. Hoje é

Dia 5 de Junho de 2011 - Eleições Legislativas
Sócrates, o PM que levou Portugal à bancarrota e o Povo à miséria...!
Não se esqueçam deste pormenor...!
Andamos a votar nos mesmos à anos! Finalmente percebi que a culpa da crise
É DO POVO PORTUGUÊS!

“Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido!”
Eça de Queiroz, 1872

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
Guerra Junqueiro, 1886

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terça-feira, maio 10, 2011

Colunista do FT: "Não se pode gerir uma união monetária com governantes como Sócrates"

Colunista do "Financial Times" acusa o primeiro-ministro português de se "preocupar apenas com o seu quintalinho" e de ter mentido ao país e diz que Portugal geriu a crise de forma "assustadora". Para Wolfgang Munchau, a comunicação de Sócrates ao país, na semana passada, foi apenas um "alerta trágico-cómico" da crise na Europa.

“Não se pode gerir uma união monetária com governantes como o sr. Sócrates ou com ministros das Finanças que espalham rumores sobre a desintegração” da zona euro. É desta forma que Wolfgang Munchau, colunista do FT, inicia o último parágrafo de um texto publicado ontem onde critica a forma como os responsáveis europeus têm lidado com a crise do euro.

Para o comentador, a actuação do primeiro-ministro português ajuda a perceber os problemas da Europa na resolução da crise da moeda única. “A razão política pela qual esta crise vai de mal a pior é um problema de actuação colectiva que continua por resolver. Ambos os lados têm falhado. O deputado avarento e economicamente iletrado do Norte da Europa é tão responsável como o primeiro-ministro do Sul da Europa que só se preocupa com o seu quintalinho. O governo grego comportou-se de forma relativamente correcta, mas a forma como Portugal tem gerido, e continua a gerir, a crise é assustadora”, escreve Munchau.

O colunista alemão critica José Sócrates por “ter escolhido adiar para o último minuto o pedido de ajuda financeira. O seu anúncio, na semana passada, foi um alerta trágico-cómico da crise. Com o país à beira da extinção financeira, foi à televisão nacional orgulhar-se de ter garantido um acordo melhor do que a Grécia e a Irlanda. Além disso, garantiu que o entendimento não seria muito doloroso. Quando os detalhes foram conhecidos, poucos dias depois, percebeu-se que nada disso era verdade. O pacote contém cortes de custos severos, congela os salários da função pública e as pensões, aumenta os impostos e prevê uma recessão profunda nos próximos dois anos”.

Pela forma como governantes como Sócrates actuaram em relação ao pedido de ajuda de Portugal e os ministros das Finanças europeus geriram a informação sobre a reunião de sexta-feira para discutir alterações ao pacote de ajuda grego, Wolfgang Munchau considera que o problema da zona euro “não é uma crise da dívida. É uma crise política. A zona euro vai confrontar-se, em breve, com a escolha entre um impensável passo em direcção a uma união politica ou um igualmente inimaginável passo a trás”.

Até porque, “como os historiadores económicos sabem desde sempre, uma união monetária sem uma união política não é viável”. Assim, o especialista em temas da zona euro, defende que o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, deve assumir publicamente a sua posição a favor de uma maior integração política.

In Jornal de Negócios Online
09 Maio 2011 | 10:07
negocios@negocios.pt
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quarta-feira, abril 13, 2011

Vergonha é não ter vergonha

Tem nome de jogador de futebol, é dinamarquês, aterra hoje em Lisboa e vem tratar-nos da saúde.

Poul Thomsen nunca foi eleito mas é ele quem vai governar os que nos vão governar. Devíamos estar assustados. Mas não estaremos afinal aliviados?

Bem-vindo, Poul Thomsen, trazei dinheiro para as nossas dívidas, mas sobretudo trazei pujança contra esta cagança e bom-senso para a nossa liderança. Os que cá estão endoideceram. Continuam a falar de um país que já não existe. E a que eles próprios ajudaram a cavar a sepultura, dançando agora sobre ela, sem pudor nem decência.

A comitiva que hoje aterra em Lisboa, de membros do FMI, BCE e Comissão Europeia, vem consumar o nosso fracasso. Cada degrau que pisem na descida do avião é uma chicotada no nosso orgulho, na nossa autonomia, no nossa autodeterminação. O País está hoje humilhado.

Em vez de uma marcha fúnebre, temos um cortejo de carnaval. José Sócrates conseguiu, dois dias depois de o País se ajoelhar, produzir o seu mais irreal discurso de sempre. O Congresso do PS encenou um triunfalismo que é ofensivo para um País intervencionado. Foi um delírio colectivo triste, um comício com o fanatismo de Vasco Gonçalves, uma propaganda alucinógena. Leni Riefenstahl, a cineasta de Hitler, ter-se-ia comovido.

Os políticos comportam-se como herdeiros que disputam as partilhas de fortuna nenhuma. É preciso um entendimento entre três partidos, que os vai vincular mesmo durante as eleições a medidas de austeridade, mas todas as pontes de contacto estão a ser dinamitadas. O Presidente da República faz de conta que não é nada com ele (imagine que era com Mário Soares: tem alguma dúvida de que já tinha posto esta gente na ordem?). José Sócrates fala de Passos Coelho como se tivesse acabado de lhe dar uma tareia em bilhar de mesa. Passos Coelho "contrata" Nobre para presidente da Assembleia da República e ainda alguém se vai lembrar de José Manuel Coelho na Madeira. Mas não há grande cuidado com a gravidade da situação financeira que atravessamos.

Os 80 ou 90 mil milhões de euros que vamos pedir ainda não estão garantidos. Há muitos países que estão enfurecidos e que falam de nós como de leprosos. As lideranças europeias são hoje fracas e pressionadas pelas suas opiniões públicas. Mesmo a senhora Merkel, que adoramos odiar, deu a cara por nós, em Berlim, nem há um mês. E nós? Desgovernamo-nos em declarações públicas como quem entra num restaurante cheio com uma metralhadora descontrolada na mão.

A principal razão pela qual a Europa nos quer ajudar não se chama Portugal, chama-se Espanha, chama-se euro. Essa é a nossa protecção. Já que não nos sabemos ajudar, ao menos ajudemo-los a ajudar-nos.

Poul Thomsen é, como Hamlet, dinamarquês e verá que há algo de podre neste reino. Portugal falhou. Entrou em bancarrota. Ficou sem dinheiro. Somos a chacota da Europa, nem na desgraça nos unimos. Portugal vai ser, segundo o FMI, o único país do mundo em recessão em 2012. E no entanto, os políticos, as elites, os governantes, agem sem tino. Não chegou terem atirado o País para eleições no pior momento possível. Agora nem para acordarem um pedido de ajuda se entendem.

O País não é todo um coliseu, há muitos sítios onde hoje o orgulho nacional se sente ferido. Na Beira Alta, onde há honra, é costume dizer-se uma frase que um dia Henrique Monteiro usou no "Expresso": vergonha é não ter vergonha. E ninguém pede desculpa a Portugal.

In Jornal de Negócios online
12 Abril2011 | 10:57
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt
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terça-feira, abril 05, 2011

Um País de eleição

Portugal está de novo em eleições. São mais dois meses de propaganda política e de contorcionismo. Mas não só: de agressão. Chegaremos ao Verão a lamber as feridas.

O pedido de ajuda ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, uma construção da União Europeia com o FMI (que foi incluído por pressão da Alemanha aquando do resgate improvisado à Grécia), passou a estar no centro do debate. Esperemos que esse estigma passe rapidamente. De outra forma, arriscamo-nos a fazer das eleições um plebiscito sobre quem foi o culpado desta crise política em vez de decidir quem nos vai gerir na crise de financiamento - e tirar deste estado medieval de crise económica permanente.

O calendário das nossas dificuldades tem muito meses pela frente. Não é apenas a aflição deste momento. Como mostra a manchete de hoje do Negócios, a catadupa recente de empréstimos de curto prazo, feita a quaisquer condições, está a substituir empréstimos de longo prazo, o que cria um pressão financeira constante: o primeiro semestre de 2012 será seguramente infernal para o Instituto de Gestão de Tesouraria e do Crédito Público.

O próximo Governo, seja ele qual for, terá trabalhos hercúleos que deveriam estar no centro desta campanha eleitoral. Não basta não vender sonhos aos portugueses, como pediu, e pediu bem, o Presidente da República. É preciso explicar como se resolvem os pesadelos: a falta de financiamento deste momento; a austeridade que isso vai implicar, e que há-de resultar noutro PEC e provavelmente num Orçamento do Estado rectificativo; que política económica será necessária e que política social será possível; que entendimentos políticos internos são necessários, que sujeição política externa isso implicará.

Se tudo correr bem, o próximo Governo e as suas muletas externas debulharão o terreno para, no final do mandato, o País estar preparado para voltar a andar pelo próprio pé. Serão vários anos até lá (três a cinco, prevê Vítor Bento), durante os quais estaremos sobretudo a pagar dívidas e a baixar nível de vida. E deveria ser nisto que a próxima campanha eleitoral (que não oficialmente já começou) deveria estar centrada. Não sobre a interpretação do passado, mas sobre as possibilidades de futuro.

Este fim-de-semana serviu para confirmar que a campanha não vai ser nada disto, vai ser uma guerra sem quartel. O PS, desabrido, faz de oposição à oposição usando a ideologia para fugir à derrota; o PSD, triunfalista, aponta os erros do Governo e tenta provar que tem estofo para merecer a vitória. E o Presidente da República, mesmo que não o queira, vai estar no centro de debates. E de ataques.

As últimas eleições legislativas foram suficientemente recentes para nos lembrarmos do logro. Venderam-nos a imagem de um País em versão plastificada, deram-se aumentos salariais e distribuíram-se subsídios sem pudor. Hoje isso não é tolerável. Mas tem de sobrar mais do que o ataque e a destruição dos adversários políticos.

Os partidos são máquinas feitas para ganhar eleições, a governação vem depois. E os políticos concordam com Álvaro de Campos, quando ele escreve na "Tabacaria" que "o mundo é para quem nasce para o conquistar!/ E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão." Destas eleições, o que Portugal precisa de ganhar é razão.

In Negócios online
04 Abril2011 | 11:53
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt
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segunda-feira, março 28, 2011

Vão à Merkel!

Quando José Sócrates foi a Berlim vender a "excelente" execução orçamental de Fevereiro, Frau Merkel, na conferência de imprensa, falou na necessidade de "amplo consenso político" em relação às medidas para enfrentar a crise financeira.

O problema é que em Portugal ninguém prestou atenção ao recado. Nem Sócrates, que negociou um PEC duríssimo sem dar cavaco ao Parlamento, nem Passos Coelho, apanhado de surpresa e sem PEC alternativo.

Ontem percebemos os limites de PS e PSD (o CDS também vai ser avisado) no que toca à austeridade. Como se viu pelas declarações de Miguel Relvas e Passos Coelho, que admitiram publicamente uma subida do IVA para evitar o corte de reformas.

Em condições normais, Passos Coelho nunca cometeria uma imprudência destas em plena pré-campanha para as legislativas. O que aconteceu então? A senhora Merkel avisou PSD e PS (o CDS também não vai escapar) que ajudar Portugal antes de haver novo Governo só se… os partidos da governação chegarem a consenso quanto ao receituário básico (Durão Barroso disse a mesma coisa, com palavras diferentes). É o mesmo que dizer: "O objectivo é este, desenrasquem-se!".

É bem feito. Sócrates, Coelho, Portas & Cia ainda não perceberam que a nossa autonomia, enquanto país, passou a ser do adolescente que só sai à noite quando e nos termos em que o pai (ou a mãe) deixar. A esse respeito o responso que Merkel deu ontem à classe política portuguesa (com uma linguagem corporal sugestiva…) no Bundestag dizem tudo: a massa só virá se a malta tiver juízo. Portugal não gostou? Azar. Como disse Ferreira Leite há uns meses, "quem paga, manda". O resto é conversa.

In Negócios online
25 Março2011 | 12:30
Camilo Lourenço - camilolourenco@gmail.com
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Krugman: Portugal é exemplo da "desilusão da austeridade"

Paul Krugman voltou a atacar as políticas de austeridade seguidas para combater a crise. A queda do Governo português, diz, é um exemplo de que cortar a despesa numa altura de elevada taxa de desemprego tem um efeito perverso.
(Notícia foi corrigida para rectificar sentido de algumas declarações de Krugman)

“O governo português acabou de cair numa disputa acerca das propostas de austeridade”, refere economista galardoado com o prémio Nobel da Economia na coluna de opinião no “New York Times”.
O professor da Universidade de Princeton refere ainda a alta das obrigações da Irlanda e as perspectivas mais desfavoráveis do Governo britânico para o défice e o crescimento da economia. “O que têm em comum estes acontecimentos? São a prova de que é um erro cortar a despesa quando se é confrontado com um elevado desemprego”, conclui.

Krugman é um dos mais mediáticos defensores das políticas económicas apresentadas por Keynes, que defendem o intervencionismo dos Estados para contrariar o efeito dos ciclos económicos.

“Os defensores da austeridade previram que os cortes da despesa iriam dar dividendos rápidos ao restaurarem a confiança, e que existiriam poucos, se alguns, efeitos adversos no crescimento e emprego; mas estavam errados”, sublinha.

“Por isso é pena, que não seja levado a sério em Washington quem não profece outra doutrina que não a que está a falhar de forma tão catastrófica na Europa”, lamentou.

quinta-feira, março 17, 2011

O ministro, a sua mulher, a democracia e a justiça dela

A cerimónia de abertura do ano judicial, hoje, vai produzir uma fotografia de família.
Será a mais triste fotografia da decadência de uma era democrática. Cinco magníficos chefes de exércitos de cera, prodigiosos damascos num monumento de mofo. Não há príncipes neste palácio da justiça, nem justiça neste palácio de príncipes. Começando por um dos cinco, o que é ministro.

A mulher de Alberto Martins, que é procuradora-adjunta, recebeu 72 mil euros pela acumulação de funções em dois tribunais. Apesar do parecer negativo da Procuradoria-geral da República; apesar da decisão contra de um ex-secretário de Estado. Escândalo? Não, um dia normal. Que diz o ministro? Que não interveio. Que faz o ministro? Manda investigar.

Agora compare: há três semanas, o ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, um dos ministros mais populares e fortes de Angela Merkel, foi acusado de plágio na tese de doutoramento. Não esperou por investigação: demitiu-se. Descubra as diferenças, não são sete, é só uma: a dignidade do sistema político sobrepõe-se a quem lá passa.

Uma demissão não é um acto de saneamento político mas de sanidade do sistema; não é uma confissão de culpa, mas de sentido de Estado. Mas em Portugal ninguém se demite, tudo se admite. Os portugueses não conseguem votar por falha grave do Cartão de Cidadão? Rolam cabeças subalternas. A mulher do ministro da Justiça (repito, da Justiça) é suspeita de favorecimento? Não há problema. Mas a expressão "degradação das instituições" vem-nos à cabeça - e é eufemismo.

Voltemos à fotografia de família de hoje: teremos um ministro cuja mulher é suspeita de favorecimento; um Presidente da República traído, e condicionado, pelo Governo; um procurador-geral da República impotente e sem dinheiro para investigar a gravíssima suspeita de um juiz alvo de escutas ilegais; um bastonário que acusa os juízes de violação de direitos humanos e que não consegue que a sua Ordem dos Advogados aprove um orçamento; e um presidente do Supremo que manda destruir escutas ao primeiro-ministro que nunca mais são destruídas.

Este é um retrato patético de poderes que não mandam e que em vez de se separarem, se opõem. Este é o retrato de um sistema de Justiça que faz da própria cerimónia que o celebra uma caricatura da sua lentidão: o ano judicial iniciou-se em Setembro, a sessão de abertura é em Março.

Estamos cansados das reformas na Justiça. Já se reformaram todos os códigos, os mapas judiciários e os nós das acções executivas - e o que sobra são suspeitas de leis à medida de quem legislou, políticas paralisadas e um milhão de processos a entupir tribunais. Fala-se de politização do sistema e de falta de meios, e não se o despolitiza nem se lhe dá meios.

A reportagem que o Negócios hoje publica fala dessa criminosa falta de meios. De um gabinete de seis metros quadrados onde estão duas juízas e por onde todos passam se querem ir à casa de banho. De outro tribunal onde se fez uma "puxada" à máquina de multibanco (!) para fazer telefonemas, pois não há telefone. De um Tribunal do Comércio de Lisboa com arranha-céus de papéis. Uma democracia sem juízes, independentes e poderosos, não é uma democracia, é uma ameaça. Isto não é justiça. Mas é isto a Justiça, com ministro, a sua mulher e tudo.

Os partidos não perceberam nada das manifestações de sábado. Os jovens e velhos, os canhotos e os destros, não pediam empregos para a vida, pediam justiça e uma economia com oportunidades, onde o mérito tenha espaço para prevalecer. Não há justiça sem tribunais. Não há política com partidos que justificam os defeitos porque a virtude é uma abstracção. Há anos que cheira a fim de regime. Mas o regime adora-se.

In Jornal Negócios online
16 Março2011 | 11:32
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt