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Dia 5 de Junho de 2011 - Eleições Legislativas
Sócrates, o PM que levou Portugal à bancarrota e o Povo à miséria...!
Não se esqueçam deste pormenor...!
Andamos a votar nos mesmos à anos! Finalmente percebi que a culpa da crise
É DO POVO PORTUGUÊS!

“Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido!”
Eça de Queiroz, 1872

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
Guerra Junqueiro, 1886

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segunda-feira, abril 25, 2011

25'Abr'74


Comemoram-se hoje 37 anos sobre a data da Revolução dos Cravos, ou golpe militar dos Capitães de Abril, que acabou com a ditadura de António de Oliveira Salazar, no poder durante quase meio século, seguido de Marcelo Caetano, último governador do regime ditatorial.

Podia ser uma data a lembrar efusivamente pelo sentido a que foi dada: a libertação do Povo Português da ditadura, a instauração da Democracia e o início de uma fase de progresso para Portugal e para o seu Povo, mas infelizmente essa Revolução dos Cravos, oferecida de mão beijada pelos Capitães de Abril aos políticos, foram o início de uma aterradora fase de retrocesso económico e social que, em 3 décadas, levou Portugal à bancarrota, a 3 intervenções do FMI (todas elas com governos socialistas - Mário Soares e Sócrates) e gerou a desconfiança total na classe política.

Enumerar aqui as misérias produzidas por Mário Soares, Cavaco Silva, Guterres, Durão Barroso e Sócrates (Santana Lopes foi um acidente de percurso devido ao abandono e fuga do Cherne para a Europa) é um trabalho de más memórias que ainda causam maior depressão, por isso apenas pergunto: comemorar o quê? A miséria? O desemprego? A bancarrota? O FMI? Os milhares de milhões da dívida acumulada por todos os políticos que continuam impunes? As fortunas acumuladas por políticos que chegaram à política com uma mão à frente e outra atrás e hoje estão podres de ricos? As múltiplas reformas milionárias de ex-Presidentes da República, ministros, deputados, amigos, compadres, sucateiros, mafiosos e corruptos? As miseráveis reformas de pensionistas que nem chegam para a farmácia? A fome declarada que já grassa por esse País fora enquanto outros andam de pança a abarrotar? Que é feito dos milhares de milhões que entraram em Portugal, oriundos da CEE/UE? Que é feito da nossa frota pesqueira que Cavaco Silva destruiu? Que é feito da nossa Agricultura, da Indústria Têxtil e de Calçado?

Por mim, esta data é como outra qualquer do nosso calendário. Não tenho nada para comemorar porque não me identifico, não com a data original que criou uma nova Esperança para Portugal e para os Portugueses, mas com o que dela saiu e continua a existir, pelas mãos de pseudo anti-fascistas revolucionários de merda.

Desabafos
25'Abr'74
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sábado, abril 23, 2011

FMI critica tolerância de ponto concedida

Resgate: Troika continua a trabalhar apesar dos feriados

Portugal está a "dar uma imagem de que não quer encarar a realidade", ao ter permitido tolerância de ponto na tarde de quinta-feira, segundo a única conselheira portuguesa no Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Estela Barbot, o País deu o sinal errado ao ter concedido a tarde de quinta-feira à Função Pública, numa altura em que se atravessa uma crise financeira.

"Estamos conscientes de que a situação é complicada", pelo que "devemos dar sinais de esforço para ultrapassá-la e não o contrário", considerou a conselheira do FMI em declarações à TSF. Estela Barbot está preocupada com a ideia que passou de que "pelos vistos não é preciso trabalhar", numa altura em que a troika (BCE/CE/FMI) não parou os trabalhos apesar de ser Páscoa.

O Governo justificou a decisão com uma "tradição" que custa ao País 92 milhões de euros por ano se juntarmos a produtividade perdida pelas tolerâncias de ponto e feriados.

Numa altura em que Portugal espera para saber quais as medidas de austeridade que a troika irá implementar, na Grécia assinala-se hoje um ano desde que pediu oficialmente ajuda financeira no valor de 110 mil milhões de euros.

Com uma dívida pública de quase 300 mil milhões de euros e os juros da dívida a superarem países como as Filipinas, a Grécia enfrentava há um ano uma situação orçamental muito complicada, que ameaçava espalhar-se a Portugal e a Espanha, forçando a União Europeia a avançar para um apoio financeiro.

In Correio da Manhã online
Por:Pedro H. Gonçalves
23/04/2011

Nota: Portugal é um País de tradição maioritariamente católica. A Páscoa é a celebração da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Estes gajos não têm nada que mandar bitaites sobre um assunto que apenas diz respeito a Portugal e aos Portugueses. Se eles trabalham sábados, domingos, feriados e dias santificados, como os chineses, problema deles.
Não é por ter uma tolerância de ponto nesta época de celebração cristã, que Portugal vai ficar pior da sua economia ou até mesmo agravá-la. Isto é pura demagogia. Estes gajos da troika deviam era começar a dizer que os salários, reformas e indemnizações monstruosas, que sugam milhões de euros à nossa economia, sejam reduzidas à escala da economia actual do País.
Assim como o encerramento de fundações, institutos, comissões, observatórios, a redução de deputados, de juntas de freguesia, o encerramento de Governos Civis e toda a tralha que apenas absorve dinheiro e nada produzem de positivo para a economia.
Mas isto é um assunto que, pelos vistos, não vai ser aflorado pela troika. O problema é a tolerância de ponto da Páscoa...
Por este andar, não tarda que terei de saber a que horas posso cagar e mijar sem que seja punido por fazê-lo fora do horário estipulado...
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quinta-feira, abril 14, 2011

Estado de sítio

Parece que Portugal, neste momento, está a ser o bombo da festa de toda a Europa e não só. São os alemães a ditar ordens do que se deve e não fazer; são os finlandeses que pretendem rejeitar a ajuda financeira; são os tipos do FMI a imporem as suas leis, é a banca que também já anda à rasca, enfim... Todo o mundo caga e mija em cima de nós e ninguém dá um murro em cima da puta de uma mesa e diz BASTA!

Portugal é um país soberano, independente não é colónia de ninguém e se os políticos fizeram merda suficiente que fez chegar o País a esta situação, são eles que têm de resolver o assunto e serem julgados e punidos por isso.

Se um ladrão rouba, é apanhado, julgado e condenado. Porque razão não se aplica esta situação aos políticos que têm desgovernado Portugal?

Portugal tem de assumir um papel idêntico à Islândia. Pagamos o que devemos mas será de acordo com as nossas possibilidades e não com juros da dívida a subirem quase diariamente, numa especulação que levaram a este descalabro financeiro.

Apesar da tão propalada "crise", ainda não detectei restaurante vazios, cada dia existem mais carros novos, as pessoas não se privam de irem para férias, fins-de-semana, os super e hipermercados continuam cheios de gente com carrinhos atulhados de bens supérfluos (não de primeira necessidade)... Mas afinal onde está a "crise"?

A verdadeira, está escondida. Encontra-se entre aqueles cuja pensão ou reforma não chegam para os medicamentos, pois têm de comer, vestir, pagar a casa, água, luz e gás! Encontra-se entre os milhares de desempregados que vivem uma vida terrível sem saberem o que fazer hoje, amanhã ou depois!

Sinceramente, deixei de acreditar na classe política, deixei de acreditar nas pessoas, pelo menos aquelas que demonstram total irresponsabilidade face à situação caótica em que o País se encontra e continuam a viver como se isto fosse uma mar de rosas.

Só lamento não ter dado o fora deste País quando realmente estava a tempo de o fazer... Porque acreditei. Em gente que não mereceu a minha confiança.
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