Seja bem-vindo. Hoje é

Dia 5 de Junho de 2011 - Eleições Legislativas
Sócrates, o PM que levou Portugal à bancarrota e o Povo à miséria...!
Não se esqueçam deste pormenor...!
Andamos a votar nos mesmos à anos! Finalmente percebi que a culpa da crise
É DO POVO PORTUGUÊS!

“Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido!”
Eça de Queiroz, 1872

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
Guerra Junqueiro, 1886

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sábado, maio 14, 2011

ROGER WATERS, DAVID GILMOUR COMFORTABLY NUMB @ O2 LONDON 12 MAY 2011

David Gilmour juntou-se a Roger Waters em "The Wall" (fotogaleria e vídeo)

Concerto de ontem à noite em Londres incluiu uma outra surpresa: Nick Mason também subiu ao palco. Uma inesperada reunião dos três músicos dos Pink Floyd.



Ontem à noite concretizou-se a há muito prometida participação de David Gilmour num dos concertos da digressão "The Wall" de Roger Waters.

A 12 de maio, no segundo espetáculo na O2 Arena, em Londres, o guitarrista surgiu no cimo do muro para cantar e tocar 'Comfortably Numb' e no final juntou-se aos restantes músicos para tocar bandolim elétrico em 'Outside The Wall'.

Mas a maior surpresa da noite foi a subida ao palco do baterista Nick Mason para tocar pandeireta e cantar a canção de despedida.

Em julho do ano passado Gilmour tinha convencido Waters a juntar-se-lhe para um evento de beneficência em Oxfordshire, com a promessa de que retribuiria interpretando 'Confortably Numb' em "The Wall".

Adivinhava-se que a data escolhida seria uma das seis de Londres, pois esses concertos estão a ser gravados para edição em DVD.

Lembremos que a fase europeia desta digressão iniciou-se em Lisboa, a 21 e 22 de março, no Pavilhão Atlântico.

Até ao momento estão previstos 64 concertos, o último dos quais está marcado para 9 de julho em Atenas.

Veja em baixo o vídeo com David Gilmour e Roger Waters juntos em "Comfortably Numb".



In Expresso online
Rui Tentúgal (texto)
18:26 Sexta feira, 13 de maio de 2011

Políticos sem papas na língua... e não só! (vídeos)

Episódio dos pentelhos de Eduardo Catroga é o mais recente de uma série de gafes verbais e outras protagonizadas por políticos da nossa praça. Recorde algumas cenas do passado mais ou menos recente... (Veja os vídeos)



Valentim Loureiro


João Jardim chama bastardos aos jornalistas @ SIC


TOP 10 - Melhores momentos de Alberto João Jardim


Gafe Sócrates ensaia discurso ao País em directo!


Sócrates - Louçã: Microfone capta conversa sobre TVI


Sócrates vs. Paulo Rangel: FREEPORT (Palhaço: 4:28)


Insultos no Parlamento - TVI {não censurado}


As melhores frases e gafes de 2007 (política) @ SIC


Mario Lino Deserto


Apanhados da Política em Portugal @ SIC 2009


MJ Nogueira Pinto vs Ricardo Gonçalves vs Nó Káustico.mpg


Santana Lopes versus José Mourinho versus SIC Notícias


In Expresso online
14/05/2011

Nota: A demonstração da chungaria total de que é composta pelos "representantes" da política nacional
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sexta-feira, maio 13, 2011

Fátima: milagre ou coincidência?

Milhares de peregrinos que, em Fátima, celebraram mais um 13 de Maio viram o sol surgir com uma auréola feita de arco-íris. A ciência poderá explicar este fenómeno metereológico ou esta coincidência. Mas, na Cova de Iria, gritou-se: milagre!

Precisamente no momento em que os ecrãs gigantes espalhados pelo recinto do Santuário de Fátima iniciaram hoje a projecção de um filme sobre João Paulo II, a multidão começou a apontar para o céu e a gritar: "Milagre!".

Os repórteres fotográficos presentes no local registaram esta imagem que, mesmo que não corresponda a um milagre será, sem dúvida, única.



Expresso online
17:45 Sexta feira, 13 de maio de 2011

sábado, maio 07, 2011

Um vídeo para levantar o moral português

Em resposta à anunciada intenção da Finlândia não alinhar no empréstimo da União Europeia a Portugal, eis um vídeo capaz de levantar o moral de qualquer português. E onde não faltam umas quantas alfinetadas aos nossos amigos finlandeses... 


terça-feira, abril 26, 2011

Um espelho para o dr. Jorge Sampaio

O dr. Jorge Sampaio deve pensar que a malta é desprovida de memória. Ontem, este notável ex-Presidente disse que o problema de Portugal está na "falta de sustentabilidade" de muitas políticas públicas . Perante isto, pergunto: este é o mesmo Dr. Sampaio que, em 2003, lançou a farpa da irresponsabilidade?

Este é o mesmo Dr. Sampaio que disse "há vida além do défice"? Convém ter memória, meus amigos. O otimismo lorpa que estava (e está) a montante desta farpa de 2003 é a grande causa desta crise. "Há vida além do défice" continha (e contém) todos os vícios do otimismo irresponsável que achava (e acha) que o défice, a dívida e a despesa são coisas de merceeiros, e não coisas de políticos com "uma visão". "Há vida além do défice" continha (e contém) a cultura política que nos conduziu ao presente buraco.

É a cultura política que despreza as contas, que despreza a realidade, que despreza o abismo entre os desejos e as possibilidades. E tem sido aí (no abismo entre o querer e o poder) que os portugueses têm vivido. Esta suspensão da realidade foi possibilitada pela cultura política dos dr. Sampaios desta terra. É bom ter memória.

Ontem, o dr, Sampaio disse ainda que muitos políticos não estão à altura das suas responsabilidades. É verdade, sim senhora. Mas o dr. Sampaio devia colocar um espelho à sua frente na próxima vez que afirmar semelhante coisa.

In Expresso online
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:51 Terça feira, 26 de abril de 2011

quarta-feira, abril 20, 2011

José Sócrates colocado à venda num site de leilões

"Vende-se primeiro-ministro de Portugal". Motivo: "Liquidação do país". É assim que é apresentado um anúncio num site de leilões português, que coloca José Sócrates à venda.

Costuma dizer-se que tudo à está à venda na Internet. Desde casas a roupa interior de celebridades ou torradas com a cara de Jesus Cristo, tudo serve para ganhar uns trocos. E, agora... até José Sócrates está à venda.

A brincadeira surgiu hoje no site português Leiloes.net e começou a disseminar-se, claro, pelas redes sociais.

"Vende-se primeiro-ministro de Portugal." Motivo: "Liquidação do país (alternativa a empréstimo do FMI)", explica o anúncio. Mas não se pense que a compra é barata. Afinal, estamos em crise, pelo que José Sócrates custa a módica quantia de... €75 mil milhões. Ou seja, quase tanto quanto o resgate solicitado ao FMI/União Europeia/Banco Central Europeu.

Artigo "usado" mas "licenciado com distinção num domingo"

Mas, se isso lhe parece muito, o anunciante - identificado apenas como "anocas2011" - faz questão de enumerar as qualidades de José Sócrates: "Boa aparência, com guarda-fatos e teleponto incluído. Excelente marketeer, até garantir a venda de gelo no Pólo Norte ou areia na praia. Desenrascado, persistente e com boa imagem do lado esquerdo e lado direito."

O anunciante diz que o "artigo à venda" já está "usado", mas oferece os portes de envio e continua a listar "qualidades": "Licenciado com distinção num domingo e boa capacidade para idiomas como o castelhano e inglês."

Caso esteja interessado nesta "pechincha", o anunciante informa que tem até ao dia 3 de maio para licitar. E assim Portugal já poderá não precisar de recorrer a ajuda externa...

In Expresso online
Mariana Cabral (www.expresso.pt)
17:23 Terça feira, 19 de abril de 2011
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segunda-feira, abril 18, 2011

'Se não for presidente da AR, depois avaliarei"

ELEIÇÕES/FERNANDO NOBRE

Fernando Nobre não esclareceu na entrevista à RTP se renunciará ao cargo de deputado do PSD caso não seja eleito presidente da Assembleia da República. E assumiu que é um homem de esquerda.

Assumindo o que disse ao semanário "Expresso", apesar de ter admitido que não soube passar a mensagem, Nobre deixou uma resposta para depois das eleições.

"Eu nunca quis ser deputado nem presidente da AR. Só quis ser Presidente da República. Eu não exigi nem negociei nada. Passos Coelho fez-me uma proposta que depois de uma semana de reflexão decidi aceitar. O que disse a Passos Coelho na altura foi que falarei com ele e ajuizarei melhor qual o melhor lugar para desempenhar", referiu, acrescentando: "Se não for eleito presidente da AR, avaliarei qual é o lugar mais adequado. Não é pressão política. Sou adulto e responsável. Eu estou em missão por Portugal. Se for eleito, e não venha a ser nomeado presidente da AR, na altura certa ajuizarei o lugar mais adequado para mim e para servir Portugal"

Nobre reforçou depois o seu "desapego por qualquer poder". "Sempre disse que não queria nenhum cargo político. Quando Passos Coelho me lança a proposta de encabeçar a lista por Lisboa e que o meu nome seria proposto para a AR, fiquei espantado. Mostrou um arrojo especial e um desafio para mim. Pela primeira vez poderia estar nesse lugar um cidadão livre".

"Passos Coelho pediu-me uma resposta rápida. Pedi-lhe uma semana para pensar. Foi uma semana muito dificil, inclusive junto da minha familia. E depois acabei por aceitar", disse.

O ex-candidato à Presidência da República garantiu depois que não é nem será filiado no PSD e que na próxima semana vai reabrir a sua página do Facebook. E também assumiu que é "um homem de esquerda".

In Diário de Notícias online
por DN.pt
17/04/2011

Nota: Eu "quase" que votei neste sujeito. E digo quase porque fui um dos muitos cuja mesa de voto mudou e quando cheguei à nova... já tinham encerrado as urnas. Nem cheguei a descarregar o nome! Mas se tivesse ido a tempo, votava nele (Nobre). 
Porque precisamente este sujeito deu-me a ideia que, vindo de fora da corja política e pelo seu passado humanitário, seria uma pessoa em quem poderia confiar o meu voto já que há anos que os meus votos são sempre NULOS. Por isso, acho que fiquei de fora dos ultrajados e/ou enganados, sendo que, a coisa ficou a roer cá dentro... 
Um homem que afirmou que nunca aceitaria cargos políticos vindos de partidos; que depois aceita ser cabeça-de-lista pelo PPD/PSD com a condição de ser proposto para presidente da AR e se não fosse, deixaria o cargo de deputado e que termina dizendo que se não for eleito presidente da AR depois se veria... é do pior a que um ser humano, inteligente e racional pode chegar. Fama? Bom, ele nunca chegou a ter fama mas sim a confiança de quem nele votou porque acreditaram na sua sinceridade e nos seus princípios já que, não sendo político, ainda não ostentava o selo de ALDRABÃO! 
Este sujeitinho não só perdeu TODA a credibilidade, como não possui um pingo de verticalidade, de honestidade, de vergonha, de honra!  Um dia, ao abrir uma lata de salsichas, duas vinham com bicho e foram para o lixo... Nunca fiando mesmo que as outras parecessem boas...
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terça-feira, abril 12, 2011

Economistas alemães contra "resgate" a Portugal

O resgate de Portugal

Um grupo de 50 economistas e juristas alemães colocou uma providência cautelar no Tribunal Constitucional Federal. É a segunda que colocam.

Um grupo de 50 economistas e juristas alemães, liderado pelo professor de Direito Markus Lerber, de Berlim, colocou uma providência cautelar no Tribunal Federal Constitucional em Karlsruhe contra o "resgate" a Portugal.

Segundo o jornal alemão Borsen-Zeitung - o principal jornal financeiro alemão -, é a segunda vez que este grupo coloca um providência cautelar junto do tribunal alemão que vela pela constitucionalidade da acção do governo federal, atualmente liderado pela chanceler Angela Merkel.

A primeira deu entrada depois do pacote de estabilização financeira aprovado em maio do ano passado, ao abrigo do qual foram criadas as facilidades financeiras no Luxemburgo (o famoso FEEF) e junto da Comissão Europeia, e em que foi envolvido o Fundo Monetário Internacional, a que já recorreu a Irlanda (novembro de 2010) e, agora, Portugal.

Segundo o grupo, a Alemanha perderá a sua soberania orçamental com estas decisões. Os economistas e juristas alemães signatários alegam, ainda, que o pacote aprovado em maio de 2010 não "acalmou" os mercados financeiros da dívida que continuaram a penalizar com yields elevadas a Grécia, a Irlanda e Portugal, ao contrário do que foi prometido.

In Expresso online
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
12:22 Terça feira, 12 de abril de 2011

»»»» comentários do online que merecem ser lidos:

- A INGRATIDÃO DOS HUNOS
(odisseia na terra, hoje às 14:24)
Na minha vida deparo muitas vezes com alemães. Apesar da advocacia como business global ser um exclusivo quase anglo-saxónico sempre q se faz alguma coisa no Magrebe somos forçados a deparar com franceses e nos negócios financeiros tem sido crescente a presença d alemães pois tal se deve á sólida liquidez, rara nos dias d hoje, só comparável á existente no Médio Oriente e Oriente. Os alemães entram sempre d mansinho. Fingem q são prestáveis e até simpáticos. Esforçam-se por falar as línguas internacionais e por vezes até as locais mas mal começam a ter algum ascendente voltam a ser os filhos da puta q sempre foram. É um povo d fraca memoria, estruturalmente deformado pois tem muita dificuldade em agradecer o q quer q seja. Quem os topa bem são os ingleses. Com estes eles não brincam. Em reuniões internacionais é normal a colisão d pontos d vista entre ingleses e alemães. Nunca nada sério pois no mais duro os alemães já sabem com o contam. Sabem porque já provaram e o sabor pelos vistos começa a ser esquecido. Não sou apologista d q a irresponsabilidade portuguesa seja suportada, porque sim, pelos europeus. Não admito, nem consinto q um merdoso d um Huno me venha dar lições paternalistas d como devo arrumar a minha casa. A Europa, a nossa Europa é um equilíbrio d compromissos baseados acima d tudo na solidariedade. Que alguém lhes recorde Schuman! Como todos os povos bárbaros não são reconhecidos pois ser ajudado ou pedir ajuda é p esta gente sinal d fraqueza. Para quem tanto mal fez á humanidade. Para quem foi tão ajudado, estes bárbaros começam a exagerar. Que alguém lhes recorde q foram os Aliados e o resto do Ocidente quem ajudou a Alemanha a reerguer-se pois se não fosse Churchill os germanos como povo tinham acabado e hoje naquelas paragens só existiriam francos e eslavos.

- O Renascimento do Nazismo...
(MUNDO CLEPTOMANÍACO, hoje às 15:29)
Está a renascer o bichinho "nazi" que provocou duas guerras mundiais e que mataram milhões de seres humanos.
Este movimento de 50 Economistas e Juristas, não são mais que um movimento pró-nazi que quer forçar uma terceira guerra mundial, para ver se, desta vez, eles ganham a guerra e dominam o mundo.
Ou pomos os "alemães" no seu devido lugar, porque se eles estão bem à União Europeia o devem, ou então vamos enfrentar a terceira guerra mundial provocada por "doentes mentais" a que chamam de "nazis".

- E ainda não viram nada.
(D. Sebastião I,hoje às 15:37)
Por cá na Deutschland, querem que Portugal seja expulso do Euro.
O povo Português ainda não se apercebeu, que a Alemanha quer fazer de Portugal um exemplo.
Infelizmente dada a qualidade dos políticos Portugueses, não existe ninguém que defenda Portugal na Europa.
Se o povo Português não reagir contra o estado da nação Lusa, em 2014 Portugal desaparece.

- Isto é mais que um circo...
(alien3065, hoje às 15:41)
Só um pequeno aparte: fala-se mal dos Portugueses. Que são gastadores, que gastam o que não podem, que compram casas, carros, vão de férias, roupas de marca, etc., sem atenderem ao dia de amanhã e à receita mensal de que dispõem. Em termos contabilísticos, é a fronteira entre o Deve e o Haver. Quando o total da coluna do Deve é superior à do Haver... está péssimo! Mas uma coisa também parece que muitos estão a "esquecer" ou a tentar branquear. Quem é que governou Portugal nas últimas 3 décadas? Foi o Povo? Foram os Portugueses? Foram os políticos! Serviram-se do Povo para caçar votos e geriram a seu bel-prazer os biliões que entretanto iam entrando aos magotes, com origem na CEE/UE. E desbarataram-no sem dó nem piedade. A culpa é do Povo? Poderá ser na vertente em que deram o seu aval (voto) a esses políticos, mas na realidade a culpa, a única e a quem se deve exigir (não pedir) responsabilidades pelo estado a que o Estado chegou, é tão só e apenas a TODOS esses políticos! Estes "Deutches", apesar da irresponsabilidade que se gerou com esta dívida monumental, não devem, nem podem imiscuir-se na gerência do nosso País a seu bel-prazer! Senão, faça-se como na Islândia. Pagaremos a nossa dívida mas à medida das nossas disponibilidades e em condições credíveis e justas e não ultrajantes como a que nos andam a sugar o osso até ao tutano! O problema é que neste país, todos se agacham. Já não existem Homens com eles no sítio para darem dois murros na mesa, no mínimo...! BASTA!!!

segunda-feira, abril 11, 2011

Fernando Nobre: quanto custa um vaidoso?

Fernando Nobre vai ser cabeça de lista do PSD no circulo de Lisboa. Contra um homem de convicções - mesmo que não sejam as minhas - como Ferro Rodrigues, o PSD aposta num ziguezagueante populista. O ex-candidato estava no mercado e Passos Coelho pagou o preço que lhe foi pedido: dar-lhe a presidência da Assembleia da República. As contas foram de merceeiro: Nobre vale 600 mil votos. Errado. Se os votos presidenciais nunca são transferíveis para legislativas, isso é ainda mais evidente neste caso. Todas as vantagens competitivas de Nobre desapareceram quando ele aceitou este lugar.

O PSD vai perder mais do que ganha. Porque este convite soa a puro oportunismo. Porque quando Fernando Nobre começar a falar o PSD vai ter de se virar do avesso para limitar os danos. Porque a esmagadora maioria dos eleitores de Nobre nem com um revólver apontado à cabeça votará em Passos Coelho. Porque ele afastará eleitorado que desconfia de gente com tanta ginástica política.

Quem também não fica bem na fotografia é Mário Soares, que, na última campanha, por ressentimento pessoal, alimentou esta candidatura. Fica claro a quem ela serviu. Agora veio o agradecimento.

Quanto a Fernando Nobre, é tudo muito banal e triste. Depois da campanha que fez, este é o desfecho lógico. Candidatos anti-partidos, que tratam todos os eleitos como suspeitos de crimes contra a Pátria - ainda não me esqueci quando responsabilizou Francisco Lopes pelo actual estado de coisas, apenas porque é deputado - e que julgam que, por não terem nunca assumido responsabilidades políticas, têm uma qualquer superioridade moral sobre os restantes acabam sempre nisto. A chave que usam para abrir a porta da sala de estar do sistema é o discurso contra o sistema. Não querem "tachos", dizem eles, certos de que todos os eleitos apenas procuram proveitos próprios. Eles são diferentes. Depois entram no sistema para mudar o sistema, explicam. E depois ficam lá, até vir o próximo com o mesmo discurso apontar-lhes o dedo. É tudo tão antigo que só espanta como tanta gente vai caindo na mesma esparrela.

Quem tem um discurso sem programa, sem ideologia, sem posicionamento político claro e resume a sua intervenção ao elogio da sua inexperiência política tem sempre um problema: só é diferente até perder a virgindade. E quando a perde fica um enorme vazio. Porque não havia lá mais nada. Porque a política não se faz de bons sentimentos, faz-se de ideias, projectos e programas políticos. Ideias, projectos e programas que resultam do pensamento acumulado pela experiência de gerações, que se vai apurando no confronto e na tentativa e erro. A tudo isto chamamos ideologias. Quem despreza a ideologia despreza o pensamento. Quem despreza o pensamento despreza a política. Quem despreza a política dificilmente pode agir nela com coerência e dignidade.

Para além do discurso contra os políticos, este político teve outra bandeira: as suas preocupações sociais. Nada com conteúdo. Para ele bastava mostrar o seu currículo de activista humanitário. E a quem aceita ele entregar a sua virginal e bondosa alma? Ao candidato a primeiro-ministro mais selvaticamente liberal que este País já conheceu. Não sou dos que acham que toda a gente tem um preço. Mas ficámos a saber qual é o de Fernando Nobre: um lugar com a dimensão da sua própria vaidade.

Tudo isto tem uma vantagem: é uma excelente lição de política para muita gente. Quem diz que não é de esquerda nem de direita, quem tem apenas a sua suposta superioridade moral como programa e quem entra no combate político desprezando quem há muito o faz nunca é de confiança. Um dia terão que se decidir. E Nobre decidiu-se: escolheu a direita ultraliberal em troca das honras de um lugar no Estado. Na hora da compra, os vaidosos têm uma vantagem: saem mais baratos. Não precisam de bons salários ou de negócios. Basta dar-lhes um trono e a sensação de que são importantes. Vendem a alma por isso.

In Expresso online
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 11 de Abril de 2011

segunda-feira, março 28, 2011

Defender Portugal de José Sócrates

O nosso glorioso Kim Song-il do Largo do Rato diz que quer "defender Portugal". Ora, se não se importam, eu gosto mais do slogan do António Barreto : é preciso defender Portugal de José Sócrates. Parecendo que não, é um bocadinho diferente. Este homem já mostrou - há muito - que não serve para primeiro-ministro. Aliás, como diria Coluna, "no meu tempo, este tipo nem calçava as chuteiras". E vou dar de barato a licenciatura, as casas e a TVI/PT (a TVI/PT é só por hoje). Estou a falar de governação pura e dura.

Meus amigos, a democracia não funciona sem a responsabilização de quem governa. José Sócrates é primeiro-ministro há seis anos. E, juntamente com os seus amiguinhos de governo, está no poder há 15 anos. Isto não conta? A culpa da crise é de toda a gente, excepto de Sócrates e do PS? É essa a campanha do PS para estas eleições? Como diz Manuel Maria Carrilho, nós estamos na bancarrota por causa do caminho escolhido por José Sócrates. Isto tem de ter consequências . E, não posso deixar de reforçar, o discurso de Teixeira dos Santos já é uma dessas consequências. Porquê? Porque constitui a morte ideológica do socratismo e da governação socialista tal como a conhecemos . Agora, só falta a morte eleitoral.

Ora, como se seis anos de fantasia mecanizada pelo power point não fossem suficientes, os últimos meses estão a revelar a total falta de classe e dignidade política deste indivíduo. Esta pessoa-que-por-acaso-é-primeiro-ministro preparou em segredo o documento mais importante dos últimos anos, revelando uma total desconsideração pelas instituições democráticas.

Para que não existissem dúvidas a este respeito, Sócrates abandonou o parlamento durante o debate mais importante em décadas. Portanto, já não é uma questão de opinião, é um facto: José Sócrates não é um democrata, é um homem com tiques de tiranete.

Depois, a par deste nepotismo socialista, todos os dias aparecem notícias que indicam uma enorme incompetência ou um enorme nepotismo na gestão das contas públicas. Um exemplo: nesta altura, logo nesta altura, José Sócrates autorizou autarcas e ministérios a gastar mais por ajuste directo . Que beleza. Que classe.

Expresso online
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:37 Segunda feira, 28 de Março de 2011
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Sr. Presidente da República: demita o Engenheiro Sócrates


Sr. Presidente, há muito que lhe queria escrever umas linhas mas sei que ultimamente tem tido pouco tempo devido às eleições, aos problemas na Coelha e ao jogo de pingue-pongue que insiste em manter com esta coisinha que nos governa. Não promulga, devolve, promulga-se. Eu também andei engripado, mas aproveito agora para lhe dirigir um pedido que espero que leia com atenção, se alguma vez lhe chegar às mãos:

Acabe com isto de uma vez: assim que possa dissolva a AR. O senhor, melhor do que qualquer outro político pois já passou pela contestação enquanto Primeiro-Ministro, saberá que há alturas na vida em que as situações se tornam insustentáveis política e socialmente e torna-se necessário parar. Mudar. Corrigir. Antes que o povo, por exaustão e revolta, as tente mudar da pior forma. E neste país em absoluta decadência e governado em demência o senhor é a única pessoa com a capacidade de o fazer sozinho, sem moções ou revoluções. Sei que precisa de razões imperativas para "implodir" a AR, mas passo a explicar, sem presunção, porque acho que o deve fazer o quanto antes:

Nunca em toda a minha vida vi este país no estado letárgico em que se encontra. Tenho apenas 31 anos mas nunca senti o que sinto hoje nas ruas e nas mentes (93% dos portugueses acham a situação económica má ou muito má). Vivemos numa democracia é certo, mas uma democracia não é só legitimar um governo através do maior número de votos obtidos por determinado partido em eleições. Viver em democracia deveria garantir ao povo sentir-se protegido por quem o governa e não acossado, esperançado, confiante e não sem qualquer perspectiva de futuro. Impotente perante o que meia dúzia de incompetentes está a fazer a um país fantástico.

Viver em democracia deveria ser ter jovens empregados, a construirem a sua vida e futuro e não sentados em bancos corridos com uma senha na mão à espera da sua sorte, a viverem à custa dos pais até aos 40. Em democracia não se brinca à economia e às empresas, não se expõe ao recibo verde quem cria, quem trabalha desalmadamente e não se encosta ou esmaga quem empreende de encontro a um muro de vazio. Numa democracia não se abatem e hipotecam gerações desta forma. Isto não é uma democracia. Isto não é nada.

Numa democracia deveríamos ver os idosos viverem com qualidade e com pensões que lhes permitissem, ao fim uma vida de trabalho, viverem os últimos anos de vida com dignidade e conforto. Viver em democracia deveria passar por ter trabalhadores satisfeitos e não permanentemente violentados por um governo sem vergonha, sem palavra ou carácter, que os está a roubar como nunca ninguém ousou fazer, nem em tempos de ditadura. Prometeu, não cumpriu, subiu impostos, pediu, pediu novamente, subiu novamente para estabilizar sabe-se lá o quê e ao dia de hoje os juros da divida a cinco anos estão nos 7,21%. Coisa nunca vista em tempo algum. O défice, esse, paga-o o contribuinte. Ninguém confia neste governo, nem os portugueses, nem os países da UE, e muito menos os mercados internacionais.

Este governo é um fracasso e deve ser demitido. Não reformou. Transformou e multiplicou empresas públicas em colmeias de boys inúteis. Infestadas de negociatas e directores plantados. Não tem qualidade, responsabilidade, dignidade ou carácter. E pior, não tem vergonha. Não demonstra qualquer rumo ou orientação e quanto mais tarde cair pior será para quem pegar no que sobrou, seja que partido for, grupos ou alianças, com ou sem FMI. Derrubar o governo neste momento mais do que uma necessidade é uma obrigação. Cada dia que passa é mais um dia perdido. Não há outra solução.

In Expresso online
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 | Quarta feira, 23 de Fevereiro de 2011